Representação emancipada

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“Assim, a questão ‘texto e cena’ se mostra pouco pertinente. Não se trata mais de saber qual elemento vai prevalecer sobre o outro (o texto ou a cena). A relação entre eles pode nem mesmo ser pensada em termos de união ou subordinação. É uma competição, uma contradição que se revela diante de nós, espectadores. Sendo assim, a teatralidade não é apenas essa ‘espessura de signos’ da qual nos falou Roland Barthes. Ela é também o deslocamento desses signos, sua combinação impossível, seu confronto sob o olhar do espectador desta representação emancipada.”

Bernard Dort (1929-1994), A Representação Emancipada

O jogo do poder e seus sacrifícios

Acompanhei avidamente as primeiras eleições diretas pós-ditadura. Ainda não podia votar – tinha 14 anos –, tampouco compreendia muito bem os meandros da política, das composições partidárias, da tão falada e celebrada democracia. Mesmo assim, com certa ingenuidade e muito ânimo, eu partilhava daquele sentimento Continue lendo →

Início de ano vigoroso nos palcos paulistanos

A temporada teatral de 2014 começou com estreias e reestreias importantes. Como ainda não havia retomado o Jogo de Cena, não tive oportunidade de escrever sobre algumas peças excelentes que passaram pela cidade e já saíram de cartaz. Por isso, destaco aqui, rapidamente, quatro espetáculos Continue lendo →

Figuras infernais

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“O inferno de Sartre toma o drama de assalto para defender uma concepção filosófica. O inferno de Beckett é o próprio drama, meditado passo a passo, sofrido em sua contemporânea agonia, em sua incerta e ainda obscura ressurgência.”

Claudia Maria de Vasconcellos, Figuras Infernais no Teatro de Samuel Beckett